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sábado, 11 de junho de 2011

Os jovens também morrem

Os jovens também morrem

Texto: Lucas 7:11-17

Introdução:

A – O texto de nossa meditação é um grande milagre realizado pelo Mestre da Galileia.

1 – Observando o contexto, no dia anterior a este acontecimento que acabamos de ler, Jesus havia curado o servo do centurião romano, na cidade de Cafarnaum.

B – Agora, Jesus, seus discípulos e uma grande multidão estão viajando de Cafarnaum à pequena vila de Naim, ao norte do país.

1 – A região era uma grande planície. Naim está localizada ao sul do monte Tabor, construída sobre as ruínas de uma vila romana, não muito longe de Nazaré.
2 – De Cafarnaum a Naim distava 30 km.

a) Sim, 30 km hoje não é mais nada. Fazemos uma viagem de 30 km em poucos minutos em um carro.Viagem rápida. Nos dias de Jesus, porém, não era tão depressa assim.
b) Tinha-se que fazer estes 30 km a pé ou de animal. O único carro existente na época era o carro de boi.

3 – E Jesus decidiu fazer esta viagem a pé.

a) Havia um grande trabalho a ser realizado em Naim, e Ele resolveu fazer esta viagem.
b) Ah, meus irmãos, quantos vezes somos indiferentes e não queremos andar 1 km para:

(1) Para dar um estudo bíblico,
(2) Para confortar alguém que está com problemas.
(3) Para animar uma pessoa com uma doença terminal...

4– Os 30 km a percorrer naquela planície era uma região bem povoada. Muita gente morava à margem daquela estrada. E Jesus por onde passava ia fazendo o bem, curando os enfermos, os cegos, os surdos, os mudos, os aleijados, os coxos, os feridos...

5 – E assim, a multidão cada vez mais aumentava. Os curados, agora felizes, seguiam a Jesus no caminho. E multidão cada vez mais aumentando. Quanta gente clamando pelo seu nome:
- Salve o nosso Rei! Hosanas ao Filho de Davi!..

6 – Agora, depois de tantas aclamações, estavam chegando à pequena cidade de Naim.

7 – Naquela época, para se andar 30 km a pé gastava-se mais ou menos de 5 a 6 horas de viagem.


a) Certamente saíram pela manhã e chegaram à tarde. A viagem estava feita...

I – DUAS MULTIDÕES.

A – É aqui que tudo começa.

1 – Quando vão chegando à porta da cidade, para surpresa de todos, outra multidão vinha saindo.
2 – As duas multidões se encontram na entrada da vila de Naim.

B – Havia um grande contraste entre o povo da multidão que estava entrando e a outra multidão que estava saindo. Querem saber por quê?

1 - O povo que acompanhava Jesus estava contente, cantando, alegre, feliz pelo que vira no caminho. Eles viram Jesus realizar muitos milagres!
2 – Paradoxalmente, a outra multidão que saía da cidade estava triste.

a) Estavam tão tristes como muitos dos que aqui estão.
b) Havia um motivo para estarem tristes.
c) Eles estavam levando um defunto para o cemitério.

C – Um jovem havia morrido.

1 – Pela multidão que acompanhava o enterro, era um rapaz querido.

a) Ali estavam os seus colegas de colégio.
b) Ali por certo estavam as suas ex-namoradas.
c) Ali estavam todos os seus parentes.

(1) Só não estava ali uma pessoa: seu pai. A Bíblia que ele era filho de uma viúva.

2– O caixão estava aberto e os lamentadores choravam pelo triste acontecimento. Os lamentadores profissionais. Naqueles tempos era comum se contratar pessoas que choravam pelo defunto. Choro encomendado e pago.

3 - A vida é assim. Cada um na sua profissão: eles trabalhavam e ganhavam dinheiro para chorar. As mulheres eram conhecidas pelo nome de carpideiras: choronas profissionais.

D – Eu imagino que era uma cena muito triste. Era um espetáculo de cortar qualquer coração.

1 – Todos chorando e levando para o cemitério o filho único de uma viúva.

a) Ilustração: Eu já tive a oportunidade de levar também para o cemitério um filho de uma viúva. Confortei aquela irmã: “A senhora ainda tem 5 filhos. Eles vão cuidar de você”.

(1) O caso aqui, porém, é diferente: era o filho único de uma viúva.

E – A Bíblia diz que as duas multidões se encontraram na porta da cidade.

1 – Jesus se aproxima do esquife. Esquife era um ataúde funerário aberto, feito de vime.

a) Jesus vê o jovem morto.
b) Jesus vê e ouve as lamentações dos chorões.

2 – Porém, o que mais chamou a atenção de Jesus foi a situação da viúva. S. Luc. 7: 12 e 13. “Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores”.


II - “NÃO CHORES”

Ilustração: Quando eu era pastor em Imperatriz-MA, faleceu um jovem da minha igreja. Tinha 18 anos. Era um jovem feliz, cheio de vida. Morreu atropelado. Eu fiz o funeral. Muitos diziam para a sua mãe: “Não chores!”

A – Geralmente, a nossa tendência é dizer “Não chores”, não é verdade?

1 – Você sabia que isto é errado? Os psicólogos ensinam que o indivíduo que está sofrendo uma dor assim, deve chorar, chorar... Porque chorar faz bem.

a) Meu querido que me ouve neste momento, você que perdeu um ente querido, se você ainda tem vontade de chorar, chore. Isso só vai lhe fazer bem. Dizem os africanos em seus provérbios: “As lágrimas que descem pelo nosso rosto não tiram a nossa visão”. Dizem mais: “Lagrimas são melhor enxutas com nossas próprias mãos”.

(1) Chorando, o sofrimento passa mais depressa.
(2) Geralmente, as pessoas que não choram sofrem muito mais.

B – Neste mundo, nascemos chorando, vivemos chorando e morremos chorando.

1 – Ninguém se livra do choro!
2 – Não vá nessa conversa de que “o homem que é homem não chora”. Homem que é homem chora, sim.
3- O profeta Jeremias é chamado “O profeta chorão”. Ele chorava pelo seu povo.
4 – E Pedro? A Bíblia diz que Pedro chorou amargamente pelos seus pecados.
5 – Nem mesmo Jesus se livrou do choro.

a) A Bíblia diz que Jesus chorou duas vezes:

(1) Jesus chorou sobre Jerusalém.
(2) Jesus chorou no túmulo de Lázaro.

C – Jesus quis confortar aquela desventurada viúva.

1 – Mas o que foi que Ele disse para ela? V. 13: “Não chores”.

a) Eu lhe garanto que Jesus, o grande mestre, não errou. Ele não fugiu das regras dos psicólogos.

(1) Jesus foi o maior psicólogo que o mundo já conheceu.
(2) Ele conhecia a fundo a psicologia humana, porque Ele foi o criador do homem.
- Ele nos conhece a fundo.
- Ele sabe dos nossos problemas.
- Ele conhece a nossa dor.
- Ele sofre ao nosso lado.
- Ele está ao seu lado, sentindo o que você está sentindo.
- Ele sente por você empatia...

2– O fato de Jesus dizer à viúva “não chores” é diferente do nosso caso.

a) Nós dizemos: “não chores”, passamos a mão na cabeça, se é uma criança; colocamos a mão no ombro, se é um amigo íntimo, e vamos embora, sem poder resolver a dor da pessoa, porque não temos o poder de dar a vida. Diante da morte, a única coisa que podemos dizer é: “Não chores”, e nada mais.

3 – Mas com Jesus, o caso foi bem diferente. Quando Jesus disse não chores, Ele tinha certeza de que, dali para frente aquela mulher iria sorrir e pular de alegria!
4 – Na verdade, o que Jesus disse para aquela viúva foi: “Não chores mais!”

a) Jesus estava certo em dizer não chores mais, pois a tristeza daquela viúva estava chegando ao fim.

III – O IMPRESSIONANTE MIILAGRE

A – E Jesus se dirige à frente. Deteve o esquife, paralisando a marcha do grande cortejo lutuoso.

B – Os pranteadores cessam com suas incômodas lamentações.

C- As duas multidões se reúnem. Agora é uma só multidão em torno do ataúde.

D – Jesus fixa os seus olhos naquele jovem inerte e pálido.

1 – Com a voz clara e cheia de autoridade diz: Versículo 14 (última parte):
“Jovem, eu te mando: levanta-te.”

a) O sangue frio do morto se aquece e começa a circular pelas suas veias.
b) O coração do jovem começa a pulsar e pular...
c) Os pulmões começaram a se encher de ar.
d) Os seus olhos se abriram...

2 - A voz potente e poderosa de Jesus penetra nos ouvidos do morto, e ele obedece, levantando-se. Ele estava novamente vivo!
3- As palavras do Grande Mestre puderam penetrar nos ouvidos daquele morto. Infelizmente não puderam penetrar nos ouvidos de muitos vivos mortos: os sacerdotes, os doutores da lei, os escribas e fariseus.

D – Agora, um fato curioso. Versículo 15: “E começou a falar.”

1 – O que foi que ele falou? Eu não sei. A Bíblia não registra o que ele disse. Na minha curiosidade, eu gostaria de saber o que ele falou. Quando chegar lá no céu eu vou perguntar para Lucas. Ou melhor, para ele mesmo.

2 - Quando se levantou, para onde ele correu?

3 – Eu imagino que ele correu para junto de sua mãe, exclamando: “Mamãe, estou vivo novamente!”

a) Existe uma outra alternativa: Se ele não correu para perto de sua mãe, então ele correu para junto da namorada, que certamente estava ali, dizendo: “Querida, eu voltei par te amar”. Não, não foi para junto dela que ele correu. O verso seguinte esclarece.

E – Agora o verso 15 (última parte): “Jesus o restituiu a sua mãe”.

1– Imagine você agora a alegria daquela viúva. O seu filho voltara a viver... Que alegria inaudita!

IV - UMA SÓ MULTIDÃO

A – Depois de contemplar aquela cena, a multidão exclamou: Verso 16: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o Seu povo”.

B – Agora era uma só multidão. Agora era só alegria. A procissão fúnebre não existia mais. Todos entraram alegremente na cidade de Naim, cantando hosanas, dando glórias a Deus!

C – O fim da história: Verso 17: “Esta notícia a respeito dEle divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança”.

1- A notícia se espalhou. Eram as boas-novas do milagre realizado por Jesus, ressuscitando um rapaz morto, o filho da viúva de Naim.


Conclusão e Aplicações Homiléticas:

1 – Jesus andou a pé 30 Km: De Cafarnaum a Naim. E você, quantos quilômetros está disposto a andar, a pé ou de carro, para salvar uma vida?
2 – O defunto era um jovem. Quantas vezes pensamos que só os velhos morrem.
3 - Não se esqueça: Os jovens também morrem.
4 – A morte é inexorável. Quando ela chega não escolhe:
- Idade
- Cor
- Raça
- Nacionalidade
- Status Social
- Capacidade intelectual
- Ninguém escapa...

a) Pode uma criança dizer: “Eu ainda não iniciei a vida.”
b) Pode um jovem dizer: “Eu ainda não me preparei para a vida”.
c) Pode um velho dizer: “Eu ainda não me enfadei da vida”.

5 - A morte nunca volta de mãos vazias.
6 - Se você ainda é jovem, muito bem, mas não pense que a vida nunca acaba. Os jovens também morrem!
7 – A juventude hodierna está morrendo. Está se destruindo nas drogas e nos vícios. Quantos jovens estão morrendo contaminados pela AIDS.
8 – Jesus continua tendo poder para ressuscitar aqueles que se achegam a Ele.
– Aqueles que O buscam, pedindo socorro.
9 - Se esse é o seu caso, apegue-se em Jesus, e você será curado e salvo. Ele pode ressuscitar e lhe dar uma nova vida!
10 – Jesus disse: “Jovem, eu te mando: levanta-te!”

a) Se você está caído no pecado e morrendo espiritualmente, Jesus está dizendo-lhe: “Jovem, eu lhe mando: levante-se”.
b) Se a voz de Jesus penetrar em seus ouvidos, você não ficará como está!

11 – Cristo teve poder para levantar um morto. Será que Ele não tem poder para levantar um vivo? Claro que tem... É mais fácil... Pode ser esse o seu caso.
12 – Esse Jesus que ressuscitou mortos, quando esteve neste mundo, vai ressuscitar os seus filhos no último dia, por ocasião de Sua volta em glória e majestade.
Disse Jesus: São João 11:25 “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em ainda que morra viverá, e todo aquele que crê em mim não morrerá eternamente. Crês tu nisto?
13 Para o crente, a morte não é o fim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Rosto é o espelho da alma



O Rosto é o espelho da alma.



O rosto é o espelho da alma




Jacó, por sua vez, reparou que o rosto de Labão não lhe era favorável, como anteriormente. Gênesis 31:2


É bem conhecida a expressão: “Do que está cheio o coração, fala a boca.” Mas não é só a boca que expressa o que nos vai dentro d’alma. O rosto também traduz, e muito, as nossas emoções, pois embora a fala seja o principal veículo de comunicação interpessoal, a expressão facial comunica muito mais do que se possa imaginar.
Os fisiologistas calculam que o rosto humano é capaz de gerar cerca de 20 mil expressões diferentes, através dos olhos, sobrancelhas, nariz, maçãs do rosto, boca e queixo.


Os lábios podem mentir, mas o rosto, especialmente os olhos, não. As esposas geralmente desenvolvem a capacidade de distinguir nos maridos, pela sua expressão facial, os mais leves indícios de que algo não vai bem, e lhes perguntam: “O que você tem? Que cara é essa?”


Nem sempre é possível entender o que significa o enrugamento da testa, o franzir dos olhos, o erguer das sobrancelhas, a boca semiaberta e os olhos descaídos. Mas os pesquisadores afirmam que há seis expressões básicas que são reconhecidas universalmente: alegria, tristeza, nojo, medo, aborrecimento e interesse.


Por outro lado, “se Cristo for o princípio permanente do coração, a pureza, o enobrecimento, a paz e amor se estamparão nas feições” (ibid.).


A Bíblia faz várias referências à expressão facial de seus personagens. “Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante” (Gn 4:5). O rei da Assíria, “com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra” (2Cr 32:21). As feições de Absalão revelavam sua intenção de matar Amnom (2Sm 13:32). Jacó viu que o rosto de Labão não lhe era favorável como anteriormente, e chegou à conclusão de que estava na hora de pegar suas coisas e ir embora, antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Mas o próprio Jacó proferiu uma das expressões mais belas em seu reencontro com Esaú: “Peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus” (Gn 33:10). “O amor estampado no rosto de uma pessoa é um reflexo do semblante de Deus, porquanto Deus é a fonte de todo amor” (R. N. Champlin).


Olhe-se no espelho, antes de iniciar suas atividades, hoje. Seu rosto expressa ódio ou amor? Angústia ou serenidade e confiança em Deus?


Que neste dia, “o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6:26)


Estou aqui
Hoje téns o que pedes
Alguém que pensa em ti
Que dê paz ao teu coração.
Hoje quero dar-te força
Para que possas acreditar
Que depois da tempestade
Um lindo dia vai raiar.
Hoje aqui estarei
Para dizer-te que és capaz
De tudo vencer
Hoje vamos caminhar
E vais descobrir
Que no teu caminho existo
E estou aqui!
Eu Sou JESUS.

sábado, 30 de abril de 2011

Satanás tem um plano pra voçes.


Namorar, ficar e transar ?

O homem um ser social

O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: "Não é bom que o homem esteja só..."(Gn. 2: 18). Lemos, ainda, na Sua Palavra que "Melhor é serem dois do que um..." (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.

Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento. Quantas vezes já se ouviu: "Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)..." ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?

O que é ficar ?

Atualmente, a palavra "namoro" está fora de moda...para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens "ficam". O que é há de diferente?

Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais." Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre "namoro", no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.

Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no "sexo livre". O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.

Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar", as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas. É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o "ficar" não deve ser uma prática para esses jovens.

E o transar ?

Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito "careta" quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho - de pessoas mais velhas e - pasmem! - de ”irmãos e irmãs” da igreja. Além disso, as jovens ficam com medo de "perder" aquele rapaz "lindo e maravilhoso" e cedem à tentação, quando ele diz: "Querida, prove que me ama realmente e transe comigo... "Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela - apenas ela - vai enfrentar! Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: "Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver "uma vida dupla: na igreja, são os 'certinhos'; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem."

Mas a Palavra de Deus condena o "transar", pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira. "Em Gn. 2:24, lemos: 'Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.' Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do 'deixar pai e mãe', com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país. Num segundo passo, o homem 'se une à sua mulher'. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão 'uma só carne'. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16)."

Deus não estimula, de jeito algum, a "transa". Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5. Entretanto, Hb. 13:4, Deus valoriza o casamento. Lemos ali: "Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros". Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. "Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em Dt. 22:13-21."

Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você. Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição. já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em Eclesiastes 12:1 "Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver."

A oração ainda é essencial

Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração. Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus está abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

O fim do namoro é o casamento

A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.

É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem "transado" com a namorada - isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela. Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é "o templo do Espírito Santo" e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua "namorada" com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. "Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.