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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dança na Bíblia

Dança na Bíblia

Existem opiniões conflitantes com respeito à dança se seu uso no culto de adoração do antigo Israel. Historicamente a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem mantido que a Bíblia não sanciona a dança, especialmente no contexto do culto de adoração. Nos anos recentes, contudo, a questão tem sido reexaminada, especialmente pelos líderes de jovens Adventistas que afirmam terem encontrado apoio bíblico para a dança.

DANÇAREMOS?


Um bom exemplo desta nova tendência é o debate Shall We Dance? Rediscovering Christ-Centered Standards. Esta pesquisa foi realizada por vinte contribuintes e está baseado nos resultados do “Estudo Valuegenesis”. Este estudo é o mais ambicioso projeto jamais empreendido pela Igreja Adventista para determinar com que eficácia a igreja está transmitindo seus valores à nova geração.

A contracapa de Shall We Dance? indica que o livro é “patrocinado, de forma conjunta, pelo Departamento de Educação da Divisão Norte Americana dos Adventistas do Sétimo Dia, o Centro John Hancock para o Ministério Jovem, a Universidade La Sierra, e a Imprensa da Universidade La Sierra”. O patrocínio em conjunto por quatro grandes instituições da IASD, sugere que o conteúdo do livro reflete o pensamento das principais instituições adventistas.

Para sermos mais precisos, deve-se mencionar o que diz a declaração inicial na parte introdutória: “O livro não é uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia com respeito a padrões e valores. Ao contrário, é um convite para se iniciar uma discussão de assuntos relativos ao estilo de vida. Esperamos que princípios bíblicos melhores tornar-se-ão a base para nosso estilo de vida diferenciado, enquanto evoluímos dos assuntos periféricos, mas sempre presentes, para assuntos de maior peso no vivermos a vida Cristã”.

A explanação de que o “livro não é uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia” nos conforta, porque, em minha visão, algumas das conclusões dificilmente encorajam o desenvolvimento de “princípios bíblicos melhores”. Um caso em questão são os quatro capítulos dedicados a dança e escritos por quatro diferentes autores. Estes capítulos apresentam uma análise muito superficial das referências Bíblicas sobre dança. Por exemplo, o capítulo intitulado Dancing with a User-Friendly Concordance, constitui-se, principalmente, de uma lista de vinte e sete referências bíblicas sobre dança, sem qualquer discussão. O autor assume que os textos são auto-explicativos e que apóiam a dança religiosa. Isto é indicado pelo fato de que ele encerra o capítulo, perguntando: “Como poderíamos dançar diante do Senhor hoje? Que tipo de dança seria? Por que as pessoas dançam em nossos dias?”[1] Surpreendentemente, o autor ignora que nenhuma dança teve lugar nos serviços religiosos no templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva.

As conclusões provenientes do exame da visão bíblica da dança são declaradas, concisamente, em cinco princípios, o primeiro dos quais diz: “Princípio 1: Dança é um componente da adoração divina. Quando estudamos as Escrituras descobrimos que o que ela diz sobre dança e dançar não apenas não é condenatório, mas em alguns casos positivamente recomendado: ‘Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.’” (Sal. 150:3-4).[2]

O autor continua: “Uma meia hora de estudo com uma boa concordância bíblica, deixa-nos a impressão duradoura de que existem mais coisas em uma perspectiva verdadeiramente Bíblica sobre a dança do que anteriormente foi visto pelos nossos olhos Adventistas. De cerca de 27 referências sobre dançar (dança, dançou, danças, dançando) nas Escrituras, somente quatro ocorrem num contexto claramente negativo, e até mesmo estas referências não descrevem em parte alguma a dança como o objeto de desaprovação de Deus”.[3]

Este capítulo apresenta este desafio surpreendente à Igreja Adventista: “Tão desafiador quanto isto possa ser à nossa noção de respeitabilidade e decoro, parece ser evidente que os Adventistas deveriam repensar e re-estudar a inclusão da dança como parte da adoração a Deus, pelo menos em comunidades selecionadas e em ocasiões especiais”.[4]

TRÊS FALHAS PRINCIPAIS

Depois de gastar, não “uma meia hora”, mas sim vários dias, examinando os dados bíblicos relativos à dança, achei esta conclusão inconsistente e seu desafio desnecessário. Para maior clareza, desejo responder à posição de que “a dança é um componente da adoração divina” na Bíblia, apresentando o que, na minha visão, são três as principais falhas em sua metodologia.

(1) O fracasso em provar que a dança realmente era um componente da adoração divina no Templo, na sinagoga, e na igreja primitiva.
(2) O fracasso em reconhecer que das vinte e oito referências a dançar ou danças no Velho Testamento, apenas quatro se referem sem contestação à dança religiosa, e nenhuma destas está relacionada à adoração na Casa de Deus.
(3) O fracasso em examinar por que as mulheres, que executavam a maior parte das danças, foram excluídas do ministério da música no Templo, na sinagoga, e na igreja primitiva.

NENHUMA DANÇA NO SERVIÇO DE ADORAÇÃO

Se fosse verdade que na Bíblia “a dança é um componente da adoração divina”, então por que não há nenhum indício de dança realizada por homens ou mulheres nos serviços de adoração no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva? Será que o povo de Deus, em tempos bíblicos, negligenciou um importante “componente da adoração divina?”

Negligência não parece ser a razão para a exclusão da dança do culto divino, porque observamos que foram dadas instruções claras com respeito ao ministério da música no templo. O coro levítico só era acompanhado por instrumentos de corda (a harpa e o alaúde). Instrumentos de percussão como tambores e adufes, geralmente usados para executar música dançante, foram claramente proibidos. O que foi verdade no Templo também foi verdade para a sinagoga e mais tarde para a igreja primitiva. Nenhuma dança ou entretenimento musical jamais foi permitido na Casa de Deus.

Garen Wolf chega a essa conclusão depois de sua extensa análise em Dance in the Bible: “Primeiro, referências à dança, como parte da adoração no Templo, não podem ser encontradas em lugar algum, tanto no primeiro quanto no segundo Templo. Segundo, das 107 vezes que estas palavras são usadas na Bíblia [palavras hebraicas traduzidas como “dança”], em apenas quatro vezes elas podem ser consideradas como se referindo a dança religiosa. Terceiro, nenhuma destas referências a dança religiosa foi em conjunção com a adoração pública regular e tradicional dos hebreus”. [5]

É importante notar que Davi, que é considerado por muitos como o exemplo principal para a dança religiosa na Bíblia, nunca deu instruções aos levitas com respeito a quando e como dançariam no Templo. Se Davi cresse que a dança deveria ser um componente na adoração divina, sem dúvida teria dado instruções relativas a ela aos músicos levitas que designou para se apresentarem no templo.

Acima de tudo, Davi foi o fundador do ministério de música no Templo. Vimos que ele deu claras instruções aos 4.000 músicos levitas pertinentes a quando cantarem e que instrumentos usarem para acompanharem seu coral. Sua omissão da dança na adoração divina dificilmente pode ser considerada como um lapso. Ao contrário, ela nos fala da distinção que Davi fez entre a música sacra, executada na Casa de Deus e a música secular tocada fora do Templo para o entretenimento.

Uma importante distinção deve ser feita entre música religiosa tocada para o entretenimento social e a música sacra executada para adoração no Templo. Não devemos nos esquecer que toda vida dos Israelitas era orientada pela religião. O entretenimento era provido, não por concertos ou apresentações em um teatro ou num circo, mas pela celebração de eventos religiosos ou festivais, freqüentemente através de danças folclóricas, com homens ou mulheres em grupos separados.

Nenhuma dança de orientação romântica ou sensual, realizada por casais, jamais ocorreu no antigo Israel. A maior dança anual acontecia, como veremos, juntamente com a Festa dos Tabernáculos, quando os sacerdotes entretinham o povo realizando incríveis danças acrobáticas a noite inteira. Isto significa que aqueles que apelam às referências bíblicas para justificar a dança romântica moderna dentro ou fora da igreja ignoram a vasta diferença entre as duas.

A maioria das pessoas que recorrem à Bíblia para justificar a dança romântica moderna não está nem um pouco interessada na dança dos povos mencionados na Bíblia, onde não havia nenhum contato físico entre os homens e as mulheres. Cada grupo de homens, mulheres, e crianças realizavam seu próprio “espetáculo”, que na maioria das vezes era um tipo de marcha com cadência rítmica. Eu vi a “Dança ao Redor da Arca” pelos sacerdotes Cópticos na Etiópia, onde várias tradições judaicas permaneceram, inclusive a observância do Sábado. Não pude entender por que eles chamavam aquilo de “dança”, já que era somente uma procissão dos sacerdotes, que marchavam com uma certa cadência rítmica. Aplicar a noção bíblica de dança à dança moderna, é enganoso, para se dizer o mínimo, porque há uma enorme diferença entre as

AS REFERÊNCIAS À DANÇA

Contrariamente às suposições anteriores, apenas quatro das vinte e oito referencias a dança se referem sem discussão à dança religiosa, mas nenhuma destas tem a ver com a adoração pública realizada na Casa de Deus. Para evitar sobrecarregar o leitor com a análise técnica do uso extenso de seis palavras hebraicas traduzidas como “dança”, apresentarei apenas uma breve alusão a cada uma delas.

A palavra hebraica “chagag” é traduzida uma vez como “dança” em I Samuel 30:16 no contexto de “comendo, bebendo e dançando”, pelos Amalequitas. É evidente que isto não é dança religiosa.

A palavra hebraica “chuwl” é traduzida duas vezes como “dança” em Juízes 21:21,23, com referencia às filhas de Siló, que saíram a dançar nas vinhas e foram tomadas de surpresa como esposas pelos homens de Benjamim. Novamente, não há dúvida que neste contexto esta palavra se refere à dança secular, executada por mulheres acima de qualquer suspeita.

A palavra hebraica “karar” é traduzida duas vezes como “dança” em II Samuel 6:14 e 16 onde está declarado “E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor;... Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do Senhor....” Abaixo é dito mais acerca do significado da dança de Davi. Neste contexto é suficiente notar que “estes versos se referem a um tipo de dança religiosa fora do contexto da adoração no Templo. A palavra “karar” é usada nas escrituras apenas nestes dois versos, e nunca é usada em conjunção com a adoração no Templo”.[6]

A palavra hebraica “machowal” é traduzida seis vezes como “dança”. Salmos 30:11 usa o termo poeticamente: “Tornaste o meu
pranto em regozijo (danças)”. Jeremias 31:4 fala das “virgens de Israel” as quais “sairão nas danças dos que se alegram”. O mesmo pensamento é expresso no verso 13. Em ambas as ocasiões as referências são a danças folclóricas sociais, executadas pelas mulheres.

“LOUVAI-O COM DANÇAS”

Em dois exemplos importantes, machowal é traduzido como “dança” (Salmos 149:3 e 150:4). Eles são os mais importantes porque na visão de muitas pessoas eles provêem o apoio bíblico necessário para se dançar como parte na adoração da igreja. Uma olhada de perto nestes textos demonstra que esta suposição popular está baseada em uma leitura superficial e numa interpretação incorreta dos textos.

Lingüisticamente, o termo “dança” nestes dois versos é contestado. Alguns estudiosos acreditam que machowl deriva de chuwl que significa “fazer uma abertura”. [7] – uma possível alusão a um instrumento de “tubo”, como um órgão. Na realidade esta é a versão de rodapé dada pela KJV. O Salmo 149:3 declara: “Louvem-lhe o nome com danças” [ou “com órgão”, no rodapé da KJV]. Em Salmos 150:4 lemos: “Louvai-O com adufes e com danças” [ou “órgão”, rodapé da KJV].

Pelo contexto, machowl parece ser uma referência a um instrumento musical; em ambos os textos, Salmos 149:3 e 150:4, o termo ocorre no contexto de uma lista de instrumentos a serem usados no louvor ao Senhor. No Salmo 150 a lista possui oito instrumentos: trompete, saltério, harpa, adufes, instrumentos de corda, órgãos, címbalos sonoros, címbalos retumbantes (KJV). Como o salmista está listando todos os instrumentos a serem usados no louvor do Senhor, é plausível assumir que machowal é também um instrumento musical, seja qual for a sua natureza.

Outra consideração importante é a linguagem figurativa desses dois salmos, a qual, dificilmente dá margem a uma interpretação literal de dança na Casa de Deus. O Salmo 149:5 encoraja o povo a louvarem o Senhor nos “leitos”. No verso 6, o louvor é feito com “espadas de dois gumes” nas mãos. Nos versos 7 e 8, o Senhor é louvado por castigar os povos, pôr os reis em cadeias, e os seus nobres em grilhões de ferro. É evidente que a linguagem é figurativa porque é difícil acreditar que Deus esperaria que as pessoas O louvassem estando em pé ou saltando sobre as camas ou enquanto brandem uma espada de dois gumes.

O mesmo se aplica ao Salmo 150, que fala em louvar a Deus, de modo altamente figurativo. O salmista chama o povo de Deus para louvar o Senhor “pelos seus poderosos feitos” (verso 2) em todo lugar possível e com todo instrumento musical disponível. Noutras palavras, o salmo menciona o lugar onde louvar o Senhor, particularmente, “no Seu santuário” e “no firmamento do Seu poder”; a razão citada para louvar o Senhor, é por “Seus atos poderosos. . . conforme a excelência da sua grandeza”. (verso 2); e os instrumentos a serem usados citados para louvar ao Senhor são os oito listados acima.

Este salmo só faz sentido se considerarmos a linguagem como sendo altamente figurativa. Por exemplo, não há nenhuma possibilidade do povo de Deus poder louvar o Senhor “no firmamento do Seu poder”, porque eles vivem na terra e não no céu. O propósito do salmo não é especificar o local e os instrumentos a serem usados na música de louvor na igreja. Nem se pretende dar permissão para dançar para o Senhor na igreja. Antes, seu propósito é convidar todo aquele que respira ou emite sons para louvar ao Senhor em todos os lugares. Interpretar o salmo como sendo uma permissão para dançar, ou tocar tambores na igreja, é interpretar de forma incorreta a intenção do Salmo e contradizer as regras que o próprio Davi deu com respeito ao uso de instrumentos na Casa de Deus.

DANÇA DE CELEBRAÇÃO

A palavra hebraica mechowlah é traduzida como “dança” sete vezes. Em cinco das sete ocorrências a dança é feita por mulheres na celebração de uma vitória militar (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5; Juízes 11:34; Êxodo 15:20). Miriam e as mulheres dançaram para celebrar a vitória sobre o exército egípcio (Êxodo 15:20). A filha de Jefté dançou para celebrar a vitória de seu pai sobre os amonitas (Juízes 11:34). Mulheres dançaram para celebrar a matança dos Filisteus por Davi (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5).

Nas duas ocorrências restantes, mechowlah é usada para descrever a dança dos Israelitas, nus, ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19) e a dança das filhas de Siló nas vinhas (Juízes 21:21). Em nenhum destes exemplos a dança é parte de um serviço de adoração. A dança de Miriam pode ser vista como religiosa, mas da mesma forma que as danças executadas em relação às festividades anuais. Porém, estas danças não eram vistas como um componente de um serviço divino. Elas eram celebrações sociais de eventos religiosos. A mesma coisa acontece hoje em países católicos onde as pessoas celebram anualmente dias santos organizando carnavais.

A palavra hebraica raquad é traduzida quatro vezes como “dança” (I Crônicas 15:29; Jó 21:11; Isaías 13:21; Eclesiastes 3:4 [NVI]). Uma vez se refere a “seus filhos põe-se a dançar” (Jó 21:11). Outro é o “sátiro que dança” (Isaías 13:21) que pode ser uma cabra ou uma figura de linguagem. Um terceiro exemplo é uma referência poética ao “tempo de dançar” (Eclesiastes 3:4), mencionada como contraste ao “tempo para chorar”. Uma quarta referência é o exemplo clássico do “rei Davi dançando e folgando” (I Crônicas 15:29). Em vista do significado religioso relacionado à dança de Davi, uma consideração especial será feita em breve.


DANÇA NO NOVO TESTAMENTO

Duas palavras gregas são traduzidas como “dança” no Novo Testamento. A primeira é orcheomai, traduzida quatro vezes como “dançar”, referindo-se a dança da filha de Herodias (Mateus 14:6; Marcos 6:22) e a dança dos meninos (Mateus 11:17; Lucas 7:32). A palavra orcheomai significa dançar em movimentos graduais ou regulares e nunca é usada para se referir à dança religiosa na Bíblia.

A segunda palavra grega traduzida como “dança” é choros. Ela é usada apenas uma vez em Lucas 15:25, referindo-se ao retorno do filho pródigo. Nos é dito que quando o filho mais velho chegou perto da casa “ouviu a música e as danças”. A tradução “danças” é contestada porque a palavra grega choros ocorre apenas uma vez nesta passagem e é usada na literatura extra-bíblica significando “coral” ou “grupo de cantores”.[8] De qualquer forma, esta era uma reunião familiar de natureza secular e não se referia à dança religiosa.

A conclusão a que chegamos pela pesquisa anterior das vinte e oito referências à dança é que a dança na Bíblia era essencialmente uma celebração social de eventos especiais, como uma vitória militar, um festival religioso, ou uma reunião familiar. Dança era realizada principalmente por mulheres e crianças. As danças mencionadas na Bíblia eram ou processionais, em circulo, ou que levavam ao êxtase.

Nenhuma referência bíblica indica que os homens e as mulheres dançavam juntos de modo romântico e em pares. Como observa H. Wolf, “Embora o modo de dançar não seja conhecido em detalhes, está claro que os homens e mulheres geralmente não dançavam juntos, e não existe nenhuma real evidência de que eles alguma vez o tivessem feito”. [9] Além disso, ao contrário de suposições populares, a dança na Bíblia nunca foi executada como parte da adoração divina no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva.

A DANÇA NA ADORAÇÃO PAGÃ

A maioria das indicações de dança religiosa na Bíblia tem a ver com a apostasia do povo de Deus. Há a dança dos Israelitas no pé do Monte Sinai ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19). Existe uma alusão à dança dos israelitas em Sitim quando “começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas”. (Números 25:1). A estratégia usada pelas mulheres moabitas foi convidar os homens israelitas “para o os sacrifícios dos seus deuses” (Números 25:2), o qual, normalmente, requeria dança.

Aparentemente a estratégia foi sugerida pelo profeta apóstata, Balaão, para Balaque, rei de Moabe. Ellen White nos oferece este comentário: “Por sugestão de Balaão, foi pelo rei de Moabe designada uma grande festa em honra a seus deuses, e arranjou-se secretamente que Balaão induzisse os israelitas a assistirem à mesma.... Iludidos pela música e dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência com o vinho enuviou-lhes os sentidos e derribou as barreiras do domínio próprio”. [10]

Houve os gritos e danças dos profetas de Baal no Monte Carmelo (I Reis 18:26). A adoração a Baal e outros ídolos acontecia geralmente nos montes, com danças. Assim, o Senhor apela a Israel através do profeta Jeremias: “Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade . . . Certamente em vão se confia nos outeiros e nas orgias nas montanhas” (Jeremias 3:22-23).

DAVI DANÇOU DIANTE DO SENHOR

A história de Davi dançando “com todas as suas forças diante do Senhor” (II Samuel 6:14), enquanto conduzia o séqüito que trazia a arca de volta para Jerusalém, é vista por muitos como a sanção bíblica mais convincente para a dança religiosa no contexto do culto divino. No capítulo “Dançando ao Senhor”, do livro Shall We Dance?, Timothy Gillespie, líder de jovens adventistas do sétimo dia, escreve: “Podemos dançar perante o Senhor como Davi, refletindo uma erupção de excitamento para a glória de Deus; ou podemos voltar esse excitamento ao nosso interior, refletindo sobre nós e nossos desejos egoístas”.[11] A implicação desta declaração parece ser que se nós não dançarmos ao Senhor como Davi, reprimiremos nossa excitação e revelaremos nosso egocentrismo. Isto é o que a história da dança de Davi nos ensina? Olhemos este assunto mais de perto.

A dança de Davi diante da arca possui sérios problemas, para se dizer o mínimo. Em primeiro lugar, Davi estava “cingido dum éfode de linho” (II Samuel 6:14) como um sacerdote e “trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor”. (II Samuel 6:17). Note que o éfode era uma estola de linho, sem mangas, para ser usado exclusivamente pelos sacerdotes como um símbolo do seu ofício sagrado (I Samuel 2:28). Por que Davi escolheu trocar seu manto real pelos trajes de um sacerdote?

Ellen White sugere que Davi mostrou um espírito de humildade por colocar seu manto real de lado e “se vestindo com um éfode de linho”.[12] Esta é uma explicação plausível. O problema é que em lugar algum a Bíblia sugere que o éfode pudesse ser usado, legitimamente, por alguém que não fosse sacerdote. O mesmo é verdade quanto aos sacrifícios. Só os sacerdotes levitas tinham sido consagrados para oferecerem sacrifícios (Números 1:50). O rei Saul foi reprovado severamente por Samuel por oferecer sacrifícios: “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou” (I Samuel 13:13). Oferecendo sacrifícios vestido como um sacerdote, Davi estava assumindo um papel sacerdotal além do seu status real. Tal atitude não pode ser defendida facilmente na Bíblia.

O COMPORTAMENTO DE DAVI

Mais problemática foi a maneira como Davi dançou. Ellen White diz que Davi dançou “com júbilo perante Deus”.[13] Sem dúvida isto deve ter sido verdade durante parte do tempo. Mas parece que durante a dança, Davi deve ter se exaltado tanto que perdeu o manto que o encobria, pois Mical, sua esposa, reprovou-o, dizendo: “Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!” (II Samuel 6:20). Davi não contestou tal acusação nem se desculpou pelo que fez. Ao invés disso, argumentou dizendo que fez isso “perante o Senhor” (II Samuel 6:21), e que ele estava preparado para agir de forma “ainda mais desprezível” (II Samuel 6:22). Tal resposta dificilmente revela um aspecto positivo do caráter de Davi.

Talvez a razão dele não estar preocupado por ter se despido durante a dança, é que este tipo de exibicionismo não era incomum. Nos é dito que Saul também atuou em uma dança extática: “E, despindo as suas vestes, ele também profetizou diante de Samuel; e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite”. (I Samuel 19:24; cf. 10:5-7, 10-11).

É fato conhecido que no período das festas anuais, danças especiais eram organizadas por sacerdotes e nobres que executavam acrobacias para divertirem ao povo. Porém, não há nenhuma menção de que os sacerdotes se despissem. A dança mais famosa era executada no último dia da Festa dos Tabernáculos, e era conhecida como a “Dança das Águas”.

No Talmude há uma descrição colorida desta Dança das Águas que era apresentada no ambiente do Templo conhecido como átrio das mulheres: “Homens piedosos e homens de negócios dançavam com tochas em suas mãos, enquanto cantavam canções de alegria e de louvor, e os levitas tocavam música com lira, harpa, címbalos, trompetes e outros incontáveis instrumentos. Durante esta celebração, diz-se que o rabino Simeão ben Gamaliel fazia malabarismos com oito tochas, e depois dava uma cambalhota”. [14]

Danças feitas por homens ou por mulheres nos tempos bíblicos, dentro do contexto de um evento religioso, era uma forma de entretenimento social, em vez de ser parte do serviço de adoração. Elas poderiam ser comparadas às celebrações anuais de carnavais que acontecem hoje em muitos países católicos. Por exemplo, nos três dias que antecedem a Quaresma, em países como o Brasil, o povo organiza festas carnavalescas extravagantes, com inúmeros tipos de danças coloridas e, às vezes selvagem, semelhante ao Mardi Gras em Nova Orleans. Nenhum católico consideraria tal dança como parte dos cultos de adoração.
O mesmo é verdade para os vários tipos de danças mencionados na Bíblia. Elas eram eventos sociais com conotações religiosas. Homens e mulheres dançavam, não de modo romântico, em pares, mas danças processionais ou em círculos. Por causa da orientação religiosa da sociedade judaica tais danças folclóricas eram, freqüentemente, caracterizadas como danças religiosas. Mas não há indicação na Bíblia de que qualquer forma de dança jamais estivesse associada ao serviço de adoração na Casa de Deus. Na realidade, como notado a seguir, as mulheres foram excluídas do ministério da música no templo, aparentemente porque suas músicas eram associadas à dança e ao entretenimento.

AS MULHERES E A MÚSICA NA BÍBLIA

Por que as mulheres foram excluídas do ministério da música, primeiramente no Templo, e depois na sinagoga e na igreja primitiva? Numerosas passagens bíblicas se referem a mulheres cantando e tocando instrumentos na vida social do antigo Israel (Êxodo 15:20-21; I Samuel 18:6-7; Juizes 11:34; Esdras 2:64-65; Neemias 7:66-67), mas nenhuma referência na Bíblia menciona mulheres participando na música de adoração da Casa de Deus.

Curt Sachs observa que “Quase todos os eventos musicais até a época do Templo descrevem canto coral cantando com dança em grupo e batida de tambores... Este tipo de canto era em grande parte a música das mulheres”. [15] Por que então as mulheres foram excluídas do ministério de música do Templo, quando elas eram as principais musicistas na sociedade judaica?
Estudiosos que analisaram esta questão sugerem duas razões principais. Uma razão é de natureza musical e a outra sociológica. De uma perspectiva musical, o estilo de música produzido pelas mulheres tinha uma batida rítmica que era mais apropriada para o entretenimento do que para adoração na Casa de Deus.

Robert Lachmann, uma autoridade em cantilena judaica, é citado dizendo: “A produção das canções das mulheres era dependente de um conjunto pequeno de melodias típicas; as várias canções reproduziam estas melodias – ou algumas delas – repetidamente, vez após vez... As canções das mulheres pertenciam a um tipo particular, cuja forma não é essencialmente dependente da conexão com o texto, mas sim de processos de movimentos. Assim encontramos aqui, no lugar do ritmo da cantilena e de sua linha melódica muito intrincada, um movimento periódico para cima e para baixo”.[16]

A música das mulheres era em grande parte baseada numa batida rítmica, batendo-se com a mão o adufe (toph), ou tamboril. Estes são os únicos instrumentos musicais mencionados na Bíblia como sendo tocados por mulheres e se acredita que eles sejam os mesmos ou bem parecidos. O adufe ou tamboril parece que era um tambor de mão composto por uma armação de madeira, em volta da qual uma única pele era esticada. Eles eram um pouco parecidos ao pandeiro moderno.

“É interessante a notar”, escreve Garen Wolf, “que eu não pude achar uma única referência direta às mulheres tocando o nebel [a harpa] ou o kinnor [a lira] - esses instrumentos eram tocados por homens na música de adoração do templo. Pode haver pouca duvida de que a música delas fosse, na sua maior parte, diferente em espécie daquela dos músicos levitas homens, que se apresentavam no templo”.[17]

O adufe ou tamboril eram tocados em grande parte por mulheres, conjuntamente com suas danças. (Êxodo 15:20; Juízes 11:34; I Samuel 18:6; II Samuel 6:5, 14,; I Crônicas 13:8; Salmos 68:25; Jeremias 31:4). O tamboril também é mencionado com relação à bebida forte (Isaías 5:11-12; 24:8-9).

NATUREZA SECULAR DA MÚSICA DAS MULHERES

De uma perspectiva sociológica, as mulheres não foram usadas no ministério de música no templo, por causa do estigma social ligado ao seu uso dos tamboris e da música orientada ao entretenimento. “Mulheres na Bíblia freqüentemente eram relatadas cantando um tipo de música sem sofisticação. Normalmente o seu melhor era para a dança ou o lamento funerário, e o seu pior era para ajudar no apelo sensual das meretrizes na rua. Em sua sátira sobre Tiro, Isaías pergunta: ‘Cantará Tiro como uma meretriz?’ (Isaías 23:15; ou como diz a KJV, ‘sucederá a Tiro como se diz na canção da prostituta.’)”.[18]

É digno de nota que musicistas femininas foram usadas, extensivamente, em serviços religiosos pagãos. [19] Assim, o motivo para sua exclusão do ministério de música no Templo, na sinagoga, e na igreja cristã primitiva não foi cultural, mas sim teológico. A convicção teológica era que a música produzida comumente pelas mulheres não era apropriada para o serviço de adoração, por causa de sua associação com o com o entretenimento secular e, às vezes, sensual.

Esta razão teológica é reconhecida por numerosos estudiosos. Em sua dissertação Musical Aspects of the New Testament, William Smith escreveu: “Uma reação ao emprego extensivo de musicistas femininas na vida religiosa e secular das nações pagãs, foi indubitavelmente um fator muito importante em determinar a oposição judaica [e cristã primitiva] ao uso das mulheres no serviço musical do santuário”. [20]

A lição da Bíblia e da história não é que as mulheres devam ser excluídas do serviço de música da igreja de hoje. Louvar o Senhor com música não é uma prerrogativa masculina, mas um privilégio de cada filho de Deus. É uma infelicidade que a música produzida pelas mulheres em tempos bíblicos tenha sido principalmente para o entretenimento e, por conseguinte, inadequada para a adoração divina.

A lição que a igreja precisa aprender da Bíblia e da história é que a música secular associada ao entretenimento está fora de lugar na Casa de Deus. Aqueles que estão ativamente envolvidos em estimular a adoção da música popular na igreja precisam compreender a distinção bíblica entre música secular usada para o entretenimento e a música sacra apropriada para a adoração a Deus. Esta distinção era compreendida e respeitada em tempos bíblicos, e deve ser respeitada hoje, se quisermos que a igreja continue sendo um local sagrado para a adoração a Deus, em vez de se tornar num local secular para o entretenimento social.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Acorda,tu que dormes.



O Senhor Jesus está voltando, e mundo jaz no maligno o que é pior a igreja do Senhor Jesus dorme o sono da morte, da morte espiritual pois havia um muro que a separava deste mundo de prostituição e engano que hoje já não existe mais pois antes se falava de crentes desviados e ainda se comenta o fato,mais o triste que tenho que relatar é o fato de a igreja ter permitido o muro de separação que existia e a separava do mundo,ter sido retirado para permitir a entrada de toda sorte de engano que hoje faz parte da vida de seus membros, hoje podemos ver homens e mulheres que vivem neste mundo sem um minimo de incomodo por estarem vivendo de mãos dadas com o mundo e seus costumes, poderia aqui dar uma listagem bem vasta de tudo aquilo que tem seduzindo os ditos servos de nosso Deus, mais vou relatar alguns como por exemplo as novelas repletas de mentiras e prostituição que aqueles que se dizem servos do Deus vivo vivem a perder seu precioso tempo na frente dos televisores se enchendo com o lixo das referidas novelas e se for continuar meu artigo não teria espaço para tento relatar sob tal engano,mais me detenho a dizer você meu amigo e amiga, esta perdendo o que de mais precioso você tem, a vida que Jesus lhe deu e você pensa que é pra viver como bem quer,do seu jeito da sua maneira e estar completamente enganado, lembro agora de uma passagem que se encontra em Apocalipse 3;17 QUE DIZ QUE VOCÊ NÃO SABE, QUE É MISERÁVEL POBRE CEGO E NU, JESUS,desse quem quer ser meu discípulo negue a si mesmo ou seja morra para este mundo,eu hoje lhe pergunto meu irmão e irmã, o que tem neste mundo na sua gloria no seu brilho e tudo quanto ele oferece que foi feito pensando nos servos do Senhor JESUS, tudo que a no mundo, na moda que aprisiona as mentes de mulheres pobres e que nunca tiveram um encontro com o Deus vivo e são aprisionadas pelo que o diabo lhes envia, podemos falar do lixo da televisão e muito mais,é meu querido irmão o mundo jaz no diabo e todos que segue o seu curso estão lhes satisfazendo os desejos, certa feita disse JESUS aos fariseus vocês são filhos do diabo ele é vosso pai por isso fazem os desejos, pensem nisto o mundo tem satisfeito os desejos do diabo, será que aqueles que se dizem servos do Senhor não estão na mesma situação, lhe satisfazendo os desejos, JESUS disse a Nicodemos quem não nascer de novo não pode ver o reino de DEUS,isto implica em morrer para o mundo, mais isto so irá acontecer quando formos gerados pelo Espirito Santo,e não é nada fácil pois temos que negar todas as nossas vontades e concupiscências que nos seduzem na direção deste mundo. JESUS está voltando como você vai esta neste dia não haverá lugar para te esconder você com certeza vai estar lá não tenha duvidas deste fato,que JESUS te abençoe e te proteja...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Discípulo ou Consumidor da "Igreja"; O Que Você é?


Discípulo ou Consumidor da "Igreja"; O Que Você é?

As instituições religiosas se tornaram prestadoras de serviços para o consumo de pessoas. Os principais serviços prestados e consumidos são: sermões, músicas, estudos, programações, etc.

A seguir, objetivando a reflexão, numero os principais problemas das grandes instituições religiosas:

1. Incentiva a falsa superioridade religiosa: “sou melhor do que você porque minha igreja é a certa e a sua não”!

2. Divulga o exclusivismo salvacionista: “se você não for ‘batista’, (por exemplo)a, você não será salvo”.

3. Pratica a “venda” da salvação: prega que quem não dá dízimo não será salvo.

4. Busca conquistar clientes e chama-os de membros, que serão incentivados a dar dinheiro às organizações (através de dízimos, 2º dízimo, ofertas, pactos, ofertas especiais, plano para reforma e construção da igreja, dinheiro para missões, etc), como se estivessem dando para Deus.

5. Contribui para que a maioria dos esforços das pessoas seja para a realização de programações nas igrejas, e não para pregarem a Cristo. A maioria serve à instituição, pensando que está servindo a Deus.

6. Faz com que seus membros cultuem a instituição ou organização religiosa, como se fosse o próprio Deus, a ponto dos membros terem medo de fazerem algo contrário ao pensamento da liderança da instituição.

7. Busca criar nos membro, uma completa dependência da igreja (templo): “se não for ao culto, Deus não irá abençoá-lo tanto assim”. Ou, se não for ao culto, você estará pecando.

8. Prega que a construção onde ocorrem os cultos (templo), é o melhor lugar para adoração a Deus (adoração é algo que precisa ser feito a cada instante).

9. Aliena as pessoas porque não as ajuda em muitos problemas reais da vida, tais como: desemprego, doença, falta de dinheiro, etc., utilizando a famosa frase: “vamos orar, irmão”!

10. Dissemina uma segurança irreal para seus membros, insistindo que dentro da igreja (barca da salvação), as pessoas estarão salvas.

11. Ameaça os membros que dizem o que pensam e expulsa aqueles que insistem em apontar os defeitos, as falhas e os erros da instituição.

12. Há um favorecimento explícito de familiares de pessoas pertencentes à instituição: é certo emprego nas organizações religiosas para esposas, filhos, parentes, amigos, etc.

13. Boa parte da liderança das instituições religiosas, mora em casas e apartamentos de luxo, tem carros novos e às vezes caros porque é preciso que os membros vejam as bênçãos de Deus. Tudo isso é sustentado por muitas pessoas de baixa renda.

14. O discurso de pregar o evangelho a todo mundo é utilizado para angariar fundos, mas a maioria do dinheiro recebido pelas organizações eclesiásticas é utilizado para manutenção da máquina administrativa e não para pregar o evangelho.

15. Atualmente, boa parte dos sermões fala sobre o evangelho da prosperidade, que é uma tentativa de adaptação dos princípios capitalistas ao cristianismo.

Se você sentiu que vivencia algumas questões citadas acima, avalie a necessidade de uma mudança em sua vida, ore e pergunte ao Eterno o que Ele quer que você faça!

Só lembrando: Jesus mandou-nos fazer discípulos e não criarmos instituições religiosas. E igreja são pessoas e não paredes, CGC, etc. Você sabe como cumprir a ordem de Cristo e fazer discípulos?

Continuem com Jesus!

Abraço,

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Joio na Igreja


O Joio na Igreja

“Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus”. (1 Jo 3.8-10)

O diabo, o senhor deste mundo, está na missão incansável de roubar a honra e a glória do Senhor Deus, impedindo o homem de reconhecer o Senhorio de Jesus Cristo. Para alcançar seu objetivo ele lança mão de toda sorte de enganos e mentiras. Dissimula o erro em verdade e o sopra sobre a vida de muitos, que um dia possuíram uma comunhão intima e verdadeira com Deus. O inimigo é extremamente sutil em seu agir, são doses mínimas, mas contínua de engano, o homem as toma para si mecanicamente. Seus olhos são cegados, torna-se incapaz de enxergar o quão longe está do verdadeiro Deus. São feitos em joio!

Quem são os crentes que estão na condição de joio?

São todos aqueles que perseveram em praticar o pecado, e, colocam sobre si a capa de santidade. O pecado é tão comum em suas vidas, que não conseguem mais enxergá-lo; em alguns casos, procuram até justificar o injustificável, assumindo uma vida dupla. Afrontam de forma direta a soberania do Senhor Deus, quando indiretamente afirmam que Deus é conivente com o pecado.

“Quem continua pecando pertence ao diabo... Quem é filho de Deus não continua pecando...”.

O meu coração entristece ao extremo, quando sou levado a meditar sobre a realidade das igrejas, pois, vejo o pecado infiltrado e com raízes tão profundas, minando o mover do Espírito de Deus. É o joio que o diabo tem plantado, apenas assemelha-se ao trigo.

O que você é? És joio?

O joio anda com o povo de Deus, dá o dízimo e ofertas, canta no coro, toca muito bem, prega e ministra na igreja, são em tudo semelhante ao trigo; mas longe da comunidade, dos olhos do pastor em sua intimidade são:

:: Fornicadores e adúlteros – Possui uma vida sexual ativa com a namorada. Ou caso extraconjugal. O diabo agiu de uma forma tão perfeita, a ponto de encararem estas práticas como aceitáveis aos filhos de Deus.

:: Masturbadores, homossexuais ou impuros sexualmente - Dados a estas práticas condenadas pelo Senhor, as encaixam como naturais, normais e fazem uso delas continuamente.

:: Mentirosos e desonestos – Como ser verdadeiros num mundo onde a mentira e todas práticas desonestas, impera? Melhor fazer uso delas também. O Senhor “tem” que aceitar a minha situação.

:: Ódio e desamor – Amar aquele irmão? Impossível. O diabo tem esfriado o amor no coração de muitos. Já não existe amor verdadeiro para com o Senhor Deus, amor que nos constrange a sermos fiéis e irrepreensíveis.

Poderia citar muitos outros exemplos, mas, entendo que estes servem como base na identificação pessoal de sua condição de joio ou não.

Amados do Senhor é tempo de vivermos exclusivamente para honrar e glorificar a Deus com nossas ações. O legalismo não tem lugar na vida do servo; ela é movida verdadeiramente pelo Espírito Santo. Está no pecado? Arrependa-se hoje, busque o perdão e viva! Amém!

“Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus”. (1 Jo 3.8-10)

sábado, 30 de abril de 2011

Materialismo na Igreja


Materialismo na Igreja

Paulo diz que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1Tm 6.10). Diz que aqueles que quiseram se enriquecer caíram em laços e ciladas. A vontade de Deus é que tenhamos o necessário para viver, e que estejamos tranqüilos e confiantes nele para o nosso sustento (Mt 6.33).

A igreja, durante a sua história, envolveu-se com as riquezas deste mundo de tal forma que tem impedido o verdadeiro estabelecimento do Reino de Deus. O que geralmente ocorre é que em alguns grupos a grande quantidade de riquezas ocupa o tempo e o coração de seus líderes, ao mesmo tempo que em outros a falta de dinheiro gera intranqüilidade a ponto de levar seus obreiros a se envolverem no serviço secular.

Tanto num caso como noutro, os líderes acabam não dando tempo suficiente a Deus, e nem a devida assistência à igreja, que se torna debilitada e doente espiritualmente, e conseqüentemente também não contribui bem financeiramente. Desta forma, um círculo vicioso se instala: o obreiro intranqüilo não oferece boa assistência; um povo mal assistido não contribui!

Obviamente não temos pretensão de esgotar o assunto, que é extenso, mas queremos abordar algumas questões fundamentais, sem medo de tocar naquilo que está abaixo da superfície. Uma Igreja Comprometida Com o Poder Financeiro

A Igreja Católica, na Idade Média, chegou a concorrer com as maiores fortunas da época. Possuía riquezas de tal magnitude que dominava vidas de reis e imperadores. Essas riquezas eram adquiridas de diversas formas: vendas de indulgências; conquistas feitas durante as Cruzadas; posse das terras de pessoas amaldiçoadas por ela... (isso era mais comum do que se pensa).

As grandes catedrais construídas a partir do século XI vieram de uma crença que situava a presença de Deus nos edifícios: Deus estava nos grandes templos, e quem ajudasse a construir acumulava certos créditos diante dele, pois estavam construindo "a casa de Deus". Os sacerdotes se colocaram como representantes de Deus na terra, e isso ao ponto de ter poder de vida e morte sobre as pessoas. A separação entre clero e leigo foi acentuada de forma muito profunda.

A Semente Perversa Continua

Nos nossos dias essa restauração deve se aprofundar, pois a herança que recebemos de nossos pais desceu muito fundo em nossos hábitos religiosos e em nossa formação. Muitos protestantes e evangélicos condenam os excessos e desvios da Igreja Católica, enquanto continuam cegos às práticas e motivações que movem seus próprios ministérios e movimentos.

A área de finanças da igreja foi tocada somente em sua superfície, assim como outras áreas tais como: a forma de culto, a adoração individual, o cuidado das ovelhas, e o discipulado. O Senhor quer nos levar para seus padrões, para uma restauração de todas as coisas anunciadas pela boca de seus santos profetas (At 3.19-21). O que aconteceu com a humanidade é que ela foi mergulhada num materialismo insano que domina toda sua forma de vida, suas ações, e seus ideais, e isso não deixou os cristãos ilesos.

A igreja assumiu uma mentalidade materialista de tal forma que sua maneira de agir não tem muita diferença dos padrões e alvos do mundo sem Deus. Seus cultos, seus ideais, sua forma de administração dos recursos — tudo está marcado pelo materialismo.

O Que é Realmente Sólido e Permanente?

O que é materialismo?

É uma forma de pensar, segundo a qual as coisas espirituais são abstratas, difusas e sem base, e as naturais são concretas e dignas de confiança. Porém, a Bíblia ensina diferente.

"Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2 Co 4.18).

A maior parte da vida humana é dedicada à busca das coisas temporais como se fossem eternas. Entretanto, todas as coisas da terra estão se desgastando minuto a minuto e somente não o percebemos porque estamos na mesma dimensão e na mesma velocidade dessas coisas.

Se pudéssemos aumentar a velocidade, como se faz com os filmes, poderíamos ver as coisas que valorizamos apodrecerem e se tornarem em pó. Essas coisas são, por causa disso, abstratas no contexto espiritual e eterno, e não podemos nos basear nelas por serem de tão pouca duração. A eternidade e as coisas relacionadas a ela são concretas por sua duração e confiabilidade.

O materialismo invadiu a vida da igreja e até sua doutrina e expectativa escatológica, pois a visão da eternidade futura está carregada de cobiça material. Os crentes são encorajados a esperarem as mesmas coisas que buscam aqui, como amplas moradias (mansões), ruas bem pavimentadas (de ouro), e constante lazer e descanso.

Nossos pais nos passaram a visão de que sua grande expectativa era a glória da presença de Deus. Ansiavam por estar com o Senhor. As figuras que a Bíblia mostra apontam para realidades espirituais, alegorias, pois como se explica sete espíritos de Deus, mar de vidro, quatro seres viventes com olhos por diante e por detrás, com semelhança de leão, novilho, homem, e águia, e outras semelhantes?

Não pretendo interpretar essas coisas. Pretendo somente trazer à lembrança verdades valorizadas pelos que viveram antes de nós e que foram estabelecidas como referência para a igreja de hoje.

Cristãos como aqueles enumerados em Hebreus 11. Homens e mulheres que descobriram riquezas espirituais em Deus, e que por causa dessa descoberta desprezaram as coisas desse mundo, morando em cavernas, sendo perseguidos, vestindo-se de peles de animais, vendo o invisível, vivendo muito acima da maior dignidade desse mundo.

O Que Estamos Buscando?

Hoje muitos buscam na igreja a solução de problemas terrenos, e lutam pelo pão que perece, sem experimentar o contentamento por ter o que comer, o que beber e o que vestir.

Os alvos são ligados ao TER e não ao SER, como se o ter constituísse a vida do homem.

Estamos envolvidos por uma teia de propaganda de insegurança no futuro, e por isso nos mergulhamos numa busca inglória por bens materiais como se estes fossem confiáveis e nos trouxessem segurança.

A proposta do Senhor para nós é que, pelo fato de não sabermos o que nos espera, devemos lançar nosso pão sobre as águas e então, depois de muitos dias o recolheremos (Ec 11.1). Isso mostra que a forma de Deus agir é completamente diferente do pensamento do homem. Quando um pão cai nas águas derrete e é impossível recolhê-lo após algum tempo, muito menos depois de muitos dias. Deus apela para a nossa fé nele, no seu suprimento, nos seus milagres. Ele diz também que devemos "repartir com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra". Que diferente da mentalidade humana!

O povo cristão está sendo enganado, em grande parte, por um evangelho que anuncia BOAS COISAS e não BOAS NOVAS. Anuncia a busca da satisfação do coração, sem levar a experimentar o poder transformador da cruz de Cristo.

O Modelo de Jesus ou o Modelo das Empresas?

Os modelos de igreja hoje, em grande parte, são diferentes da igreja do livro dos Atos. O povo era ensinado a dar generosamente, servindo aos necessitados. Hoje o ensino é que ser rico é sinal da bênção de Deus e ser pobre é sinal de maldição.

De acordo com os padrões atuais o próprio Jesus teria dificuldade em ser pastor de algumas igrejas. O atual padrão de sucesso no ministério é estabelecido por três fatores: número de crentes, construção de prédios e saldo bancário. Quando um pastor tem um grupo pequeno e faz esse grupo crescer, ele é considerado relativamente bem-sucedido. Se construir novos prédios é um realizador. Se faz o saldo bancário subir, é bom administrador.

Creio que essas medidas são boas para empresas, pois apontam para uma realização natural e comercial. Se a empresa aumenta seu número de empregados, seus lucros e seu patrimônio, então podemos dizer que é uma empresa bem-sucedida. No entanto, não vejo como aplicar essas medidas para a igreja, pois o nosso modelo é o Senhor Jesus no seu ministério aqui na terra, e em nenhum momento o vemos preocupado com essas coisas.

Quantos seguidores o Senhor Jesus tinha? Não podemos contar na hora da distribuição dos pães. Somente devemos contar os discípulos, pois é nas horas de agonia que se revela o irmão e não nas horas de festa. Na cruz estava somente um discípulo!

Como eram as finanças de Jesus? Ele nasceu em um lugar que não era seu. Tinha uma profissão bem simples e usou um jumento emprestado na sua entrada em Jerusalém. Vestia-se com roupas doadas e fez um milagre para pagar o imposto. Para concluir, o tesoureiro era ladrão!

Quantos templos Jesus edificou? Quando foi levado por seus seguidores para que pudesse admirar as construções do Templo, falou em derrubar!

Se ele se apresentasse em algumas denominações com o intuito de se tornar pastor, certamente seria rejeitado. Definitivamente, seu padrão não condiz com alguns modelos de igreja que temos hoje.

Precisamos acordar!

Precisamos transformar-nos pela renovação do nosso entendimento, sob pena de ter as nossas obras rejeitadas pelo Senhor por completa incompatibilidade entre a sua planta, e o que nós estamos fazendo.

O Senhor somente vai encher de glória o que for construído segundo a planta dele. A sua presença somente vai ocupar aquilo que estiver de acordo com o modelo que ele apresentou, e não segundo os projetos que se parecem conosco.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

IMAGENS, AS POSSUÍMOS ?


IMAGENS, AS POSSUÍMOS ?

“Não farás para ti imagem de escultura, Nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, Nem em baixo na terra, Nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto...” Ex 20.4,5

A idolatria começou a ser praticada em um período muito remota da história do homem. Os antecessores imediatos de Abraão adoravam deuses estranhos juntamente com Jeová (Js 24.2), por meio de ídolos. Labão tinha imagens que Raquel furtou e escondeu (Gn 31.30-35). Os egípcios fabricavam figuras de deuses para serem adoradas. Nos lugares mais sagrados de seus templos, colocavam o símbolo de um deus e um animal sagrado. Os cananeus adoravam ídolos que os israelitas, conquistadores da terra, deviam destruir por ordem de Deus (Ex 23.24; 34.13; Lv 19.4; Nm 33.52; Dt 7.5; 29.17). O segundo mandamento da lei de Deus condena positivamente a idolatria (Ex 20.4,5; Dt 5.8,9), proibindo prostrar-se a criatura diante de imagens, esculturas, estátuas e pinturas. Os mestres de Israel, na obediência a este preceito, mostravam ao povo a ridícula importância dos ídolos (Sl 115; Is 2.8,18,20,21; 40.19,20; 44.9-20; Jr 10.3-5).
A impotência dos ídolos ficou patente quando a arca do Senhor esteve no templo de dagom (1Sm 5.3-5). Das nações com as quais os israelitas estiveram em contato durante os tempos das Escrituras, só os persas não adoravam ídolos. As imagens que adoravam não eram representações de Jeová. Quando os israelitas começaram a imitar as práticas idólatras das nações estrangeiras, mostraram dois graus de progressão no erro. A principio, tentaram adorar a Deus, por meio de figuras. Depois apartaram-se inteiramente, e passaram a representar outras divindades. Nos tempos do Novo Testamento, os membros da Igreja, que viviam em contato com o paganismo, tinham de precaver-se para evitar compromissos coma idolatria. O concílio de Jerusalém ordenou que os crentes deviam abster-se das carnes de animais que haviam sido sacrificados aos ídolos (At 15.29).
Paulo deu as mesmas instruções, explicando, porém, que a abstinência no caso das pessoas descrentes dos ídolos, tinha por fim evitar o escândalo a irmãos fracos de conhecimento (1Co 8.4-13). Quando convidados a participar de algum banquete em que houvesse carne sobre a mesa, talvez sacrificada aos ídolos, o cristão não deveria indagar nada a este respeito, mas, se alguém dissesse que era sacrificada aos ídolos, não deveriam comer. As mesmas direções o apóstolo deu em referência às carnes vendidas no mercado (1Co 10.18-33). Cerca do ano 300 da era cristã, introduziram imagens em algumas igrejas cristãs, somente como meio de instruir e adornar. No ano 736, Leão, imperador do oriente, publicou um decreto, condenado estas práticas. Em 780, a imperatriz Irene introduziu a adoração das imagens na igreja do oriente; e em 787, o segundo concílio de Nicéia deu-lhe a sanção. A adoração das imagens tornou-se uma prática comum na igreja cristã.

Ídolo: Chama-se assim a imagem de escultura, ou qualquer outra representação de pessoa ou coisa destina a ser adorada como deus, feita de prata, de ouro ou qualquer outro material.
Imagem: Imagens cortadas na madeira, na pedra ou em metal.

A adoração de ídolos (idolatria) é uma prática comum na vertente não evangélica do cristianismo. Contrariando os princípios bíblicos, veneram e cultuam os seres celestiais e, personagens humanos considerados santos e com capacidade de interceder junto a Deus, em favor dos homens. Geralmente são representados através de imagens de esculturas, fotografias, figuras, etc.

O Senhor tem nos ensinado que não é aconselhável aos servos à confecção ou posse de imagens; possuí-las nos lares é abrir caminho para interferência do inimigo, que entra e rouba as bênçãos gerando as mais diversas dificuldades em todos aspectos da vida.

Leia com mais atenção Ex 20.4,5:
“Não farás para ti imagem de escultura, Nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, Nem em baixo na terra, Nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto...”

A primeira ordem expressa é:
“Não farás para ti imagem de escultura...” É proibida a confecção de qualquer tipo de imagem (escultura) representando homens, animais, vegetais e os seres espirituais.

A segunda:
"
Não as adorarás, nem lhes darás culto...” (Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra...” Lv 26.1) É vedada por Deus toda e qualquer forma de adoração e veneração a tais objetos.

Os evangélicos desobedecem este mandamento? Sim! A primeira ordem do Senhor é ampla, não está restrita a grupos religiosos. Ele deseja que a sua obra não seja imitada e que a Sua honra seja dada aos homens, pela capacidade de recriar através da arte a gloriosa criação. Felizmente, a segunda ordem é observada; geralmente a adoração dos evangélicos é direcionada diretamente a Deus.

É possível encontrar nos lares evangélicos uma série de objetos que contrariam a primeira ordem de Deus, tais como:

- Flores e frutas Artificiais (Plástico, papel, pano, louça, etc.)
- Animais (louça, plástico, metal, pelúcia, etc.)
- Anjos (Esculturas, desenhos, etc.)
- Homens (Bonecas e bonecos; estatuetas; etc.)
- Figuras Humanizadas (sol, animais, plantas, etc.)

A ação do inimigo é visualizada em objetos como os citados, através dos quais é roubada a glória do Senhor. O carinho excessivo, para com estes objetos não é normal.
Se o teu entendimento ainda não está aberto para compreender esta verdade de Deus, não profira julgamentos precipitados, mas, procure conversar com o Senhor e receber dEle a orientação e confirmação sobre estas palavras. Nos últimos anos o Eterno tem agido poderosamente, restaurando vidas e levantando profetas cheios do Espírito Santo, homens corajosos, por meio dos quais manifesta a Sua vontade aos corações sensíveis e desejosos de uma vida santa e reta. É tempo de buscar a comunhão intima com o Pai Eterno e ouvir a Sua voz.
Com relação aos objetos citados, segundo a orientação do Senhor, devem ser retirados dos lares. É preciso lacrar os possíveis canais de acesso do inimigo ao interior das casas.
“...destruireis todas as suas pedras com figuras, e também todas as suas imagens fundidas...”
Nm 33.52

A santidade é uma qualidade exigida por Deus na vida de Seus servos, sem a qual, não é possível agradá-Lo. Os frutos da santidade são os mesmo produzidos pelo Espírito Santo (Gl 5.22-24). O que tens produzido em tua vida?
Na ausência da santidade, a carne reina soberanamente e a Palavra do Senhor fica restrita a um pequeno grupo de líderes que agem segundo as suas conclusões. As verdades reveladas pelo Senhor (por exemplo: esta mensagem) através de outras fontes, são vista como não dignas de confiança, sem credibilidade.

O diabo age de muitas formas, em algumas situações abertamente, em outras com muita astúcia e cuidado, medite neste texto:
“porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.”
Mt 24:24

amém.

Crentes de braços dados com o mundo


Crentes de braços dados com o mundo



Tenho acessado e sido convidado para fazer parte de grupos de bate papo gospel na Internet e confesso que tenho ficado assustado com os tipos de conversa e os tipos de imagens e fotos que tenho presenciado nestes ambientes. Salvo alguns que não têm se dobrado, me parece que a grande maioria está cega.

Grupos de cristãos ou sei lá “pseudocristãos”, tem apresentado com grande orgulho e alegria fotos e imagens em shows do Rappa, Ana Carolina, Ivete Sangalo, Lenine e outros artistas da música popular.

A minha indignação não é contra estes cantores, mas contra os que se dizem cristãos e a eles se submetem. O que os cantores e artistas pregam e profetizam em cima dos palcos não é e nem faz parte da mensagem que Cristo ordenou que nós anunciássemos.

Alguns desses “cristãos” querem se justificar através de argumentos furados como:

“Não tem nada a ver! É cultura brasileira.”

Confesso que nem tudo da nossa cultura brasileira deve ser desprezado. Porém o argumento que “não tem nada a ver” é diabólico. Nos tornamos tão naturais que negligenciamos e ficamos cegos a respeitos das realidades espirituais que acontecem antes, durante e depois destes shows mundanos. O espiritual discerne as coisas espiritualmente. Também percebo nas Escrituras que a cultura do povo de Deus é bem diferente da cultura do Egito, da Babilônia, de outros povos e do resto do mundo. Também percebo na história que homens e mulheres que querem fazer a diferença, decidem não se contaminar nem ser participantes de práticas pagãs.

Outros levantam o seguinte argumento:

“Jesus andava, comia e bebia em meio aos pecadores. Se ele agiu assim eu também posso, pois sou livre.”

Com certeza você também pode fazer o que quiser, mas todas as vezes que Jesus freqüentava certos lugares Ele tinha um propósito e uma direção de Deus. Ele não buscava suprir seus próprios desejos e prazeres, mas testemunhava e manifestava a glória de Deus. Pessoas eram tocadas, libertas e curadas mesmo nestes lugares. Quando “cristãos” se dirigem a estes lugares, querem manifestar a glória ou se distrair e satisfazer seus próprios desejos? Quantos testemunhos de “cristãos” você conhece que alcançaram bons frutos nestes shows? Se Deus te deu uma direção quem sou eu para intervir, mas sinceramente não tenho visto bons testemunhos.

Não quero trazer nenhuma palavra que expresse apenas religiosidade, falsa santidade ou proibições do que se pode ou não se pode fazer, mas sinceramente é desnecessário dizer que nenhum filho de Deus verdadeiramente nascido de novo tem um desejo de ir a um show, danceteria, ou outros lugares de divertimento mundano, porque ele se sente bem deslocado naquela atmosfera. Algumas coisas não podem de maneira alguma andar de mãos dadas com uma vida cristã consagrada e reta.

Luzes deslumbrantes, lindas roupas, a aparência de vida e alegria, ritmos de música dançante, podem parecer muito atraentes, porém uma vez mais está exposto em Provérbios 23.32: “No seu fim, morderá como a cobra e, como o basilisco, picará.” Em tais lugares e em tal atmosfera quantos jovens têm marchado para dentro da armadilha de Satanás sorrindo e dançando, para depois seguir-se uma vida de pecado, desilusão e desespero. O que você tem feito a respeito destas coisas?

Se você esta lendo este artigo e se enquadra dentro desta situação, e também levanta estes e outros argumentos, a última coisa que tenho para lhe dizer é: “Na verdade ou na mentira quem decide é você.”

Sinceramente, não tenho tempo para freqüentar certos lugares. A vida tem sido um corre-corre de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Tenho me esforçado para testemunhar nestes lugares e o precioso tempo que me resta quero dedicar a Deus e a minha família.

O evangelista batista Vance Havner uma vez disse: “As mesmas pessoas que gritam como um bando de índios no jogo de futebol ou num show aos sábados, sentam-se como estátuas na igreja aos domingos”.

Michael Brown diz que “isso não tem nada a ver com ser conservador. Tem mais a ver com o lamentável fato de que muitos crentes são mais entusiasmados com o mundo do que com o Senhor.”

Nós só temos uma vida. Gastemos duma forma mais digna e que produza mais frutos. Se você estiver ocupado fazendo coisas boas e proveitosas no Reino, nunca nem ao menos sentirá falta desses chamados prazeres.

Mais uma vez quero deixar bem claro que não estou pregando um evangelho cheio de jugos e proibições, no entanto, na verdade não tenho visto na vida dos “cristãos” ou “pseudocrístãos” que freqüentam certos ambientes uma preocupação em viver o verdadeiro evangelho do Reino e em corresponder ao desejo do coração de Deus.

Não tenho visto na vida destes o desejo de adquirir folhetos e distribuir em hospitais, asilos, orfanatos, presídios e em outros lugares onde milhares de pessoas jazem e morrem todos os dias na mais completa solidão. Não tenho visto nenhum destes compartilhar de leituras e porções bíblicas que realmente mudaram seu coração. Não tenho visto nenhum deles compartilhar de testemunhos e experiências vividos em períodos profundos de oração e busca pela presença de Deus. Não tenho visto nenhum deles compartilhar de momentos onde a palavra foi pregada e vidas foram salvas em ambientes de trabalho, estudo e em sua própria casa. Diz a Palavra que a boca fala do que o coração está cheio. Com você tem enchido o seu coração?

Deus está à procura de homens e mulheres que queiram dedicar seu tempo completamente a Ele, a fim de serem usados nesta geração.

terça-feira, 26 de abril de 2011

PORNOGRAFIA


Pornografia

Sexo. Sua presença está com a raça humana desde o início dos tempos, mas nem sempre se entendeu seu significado. Não foi criado de qualquer jeito e sem pensar, mas planejado para completar uma importante união. Tem o poder de criar e, se mal usado, pode devastar. É fonte de grande prazer ou total destruição. E para os homens, se tornou objeto de obsessão e exploração.

Lembra-se da profissão mais antiga do mundo? A prostituição sempre foi um problema comum. As antigas cidades de Sodoma e Gomorra representam o máximo da imoralidade sexual.

No entanto, o que acontece em nossa época é totalmente novo.

Antes da era das revistas pornográficas e da Internet, os homens tinham de ir a algum lugar para cometer pecados sexuais. No passado, o sexo ilícito acontecia de duas formas mais comuns: nas zonas de prostituição e nos casos de adultério. Era preciso muito esforço para praticar fantasias sexuais, pois não havia fotos de mulheres nuas ou de calcinha.

Mas hoje é diferente. Nunca antes foi como é agora.

Nunca antes existiu a oportunidade de alimentar e cultivar um vício secreto. Com a chegada da Internet, tudo mudou. O que antes estava longe e exigia esforço para alcançar, agora pode-se experimentar com um simples clique do mouse. O sexo na Internet oferece de tudo: bate-papos sexuais ao vivo com parceiros do mundo inteiro, fotos e vídeos contendo imagens de excitantes corpos femininos, etc. A conseqüência é que os homens acabam se tornando consumidores descontrolados dessas ofertas.

Sem mencionar a TV e as revistas. Para todos os lugares onde olham, os homens se deparam com imagens de mulheres sedutoras. Até mesmo as super-heroínas mais "inocentes" dos programas de TV têm seios grandes e sensuais e roupas bem curtas.

Assim é que, como o gênio da lâmpada pronto para satisfazer aos desejos da imaginação de um homem, a Internet, as revistas e a TV rodeiam os olhos e a mente masculina com suas estonteantes iguarias de nudez e sexo. Será que seria difícil imaginar a reação dos homens a esses convites? Anualmente, a indústria pornográfica lucra uns 20 bilhões de dólares.

A pornografia não é um problema?

Muitas vezes a pornografia é considerada um "crime sem vítimas". Há pessoas que acham que não há nada de mais em ver fotos e cenas de sexo ou de mulheres nuas. Mas no rastro desse vício há casamentos desfeitos, esposas inocentes abusadas emocional e fisicamente, meninas e moças estupradas e famílias financeiramente devastadas.

As estatísticas são de assombrar:

" As crianças, em média, são expostas à pornografia com a idade de 8 anos.
" 75 por cento dos estupradores condenados confessam que praticaram em suas vítimas as cenas que viram na pornografia.
" 80 por cento dos estupradores de crianças confessam que seu problema começou através da pornografia.

Então, quem é que poderia afirmar que a pornografia não prejudica ninguém? As vítimas desse vício são homens, cujas fantasias se tornaram desejos escravizantes. Elas são mulheres e crianças cujos corpos são usados como objetos descartáveis. Elas são as filhas que aprendem que o único modo de elas poderem receber amor é através do sexo e da sedução. Elas são as famílias que experimentam a destruição de sua segurança e auto-estima porque um pai ou filho não consegue mais ver as mulheres com dignidade e respeito, mas só como objetos de prazer. Enquanto se debate se a pornografia é prejudicial, a sociedade paga um alto preço com o aumento de casamentos desfeitos e crimes sexuais violentos.

Igrejas pedem socorro

Patrick Means, em seu livro Men's Secret Wars (As Guerras Secretas dos Homens), destaca um fato preocupante. Numa pesquisa confidencial de pastores evangélicos e líderes leigos de várias igrejas evangélicas, 64 por cento desses homens confirmaram que eles têm problemas com vício sexual, inclusive pornografia e outras atividades sexuais secretas. Especificamente, 25 por cento confessaram ter cometido adultério depois de casados e depois de se tornarem cristãos.

A chegada da Internet trouxe oportunidades incríveis para propagar de modo mais rápido o Evangelho, mas também trouxe conseqüências desagradáveis: um aumento dramático no número de evangélicos, até pastores, seduzidos pela pornografia. A pornografia e o vício sexual entre pastores são uma questão explosiva que as igrejas evangélicas conservadoras e liberais, sem distinção, estão tendo de enfrentar. "O problema não está em situação melhor nas igrejas pentecostais", diz Steve Gallagher, fundador do Pure Life Ministries.

Uma pesquisa nos EUA revela uma estatística sombria: 20 por cento de todos os pastores costumam ver pornografia. As Assembléias de Deus nos EUA estão lidando com o problema através de uma comissão presidida por Almon M. Bartholomew. "Estamos estabelecendo uma política para lidar com pastores que se tornaram vítimas do vício da pornografia, como no caso da Internet," Bartholomew contou à revista Charisma. "Estamos recomendando medidas para prevenir e corrigir o problema."

Não se pode mais ignorar os problemas secretos que muitos evangélicos estão enfrentando. Num estudo, os homens de uma igreja foram convidados a responder se haviam comprado um bilhete de loteria, assistido a um filme de TV com cenas de nudez e sexo, olhado revistas pornográficas, se masturbado ou deixado de freqüentar os cultos da igreja por alguns meses e se eles eram divorciados.

Os resultados mostraram que, excetuando a compra do bilhete de loteria, as respostas dos homens não apresentaram diferença com o comportamento dos homens que não freqüentam igreja. Em outras palavras, as tendências dos homens evangélicos de ver sexo na TV, revistas e Internet, de se masturbarem e se divorciarem os deixou no mesmo nível de igualdade com os homens do mundo.

Um problema que precisa ser tratado

Atualmente, até os profissionais da área de saúde mental reconhecem que uma conduta sexual compulsiva é vício sexual. Esse tipo de conduta torna o homem prisioneiro de desejos sexuais incontroláveis, da mesma maneira que um drogado ou alcoólatra não consegue viver sem a droga ou a bebida. Há as características comuns do vício: descontrole, ansiedade, sensação de pressão para praticar o vício e muitas vezes indiferença para com as conseqüências adversas. O vício é um problema espiritual, moral e emocional. Os sintomas que aparecem na superfície apenas indicam que há uma ferida profunda na alma.

Entretanto, o vício sexual não nasce da noite para o dia.

Pode começar quando se adquire o hábito de ficar observando uma mulher bonita passar. O próximo passo é usar a mente para imaginar fantasias com mulheres. Depois que diminui o sentimento de culpa e o desejo de resistir à tentação visual, fica mais fácil observar fotos de mulheres de calcinha em revistas e catálogos de roupas femininas. Quando as emoções já não se satisfazem completamente com essas fotos, aí vem a vontade de ficar olhando as fotos que aparecem na Internet. A mente e o corpo começam a fazer viagens delirantes ao mundo proibido das irresistíveis mulheres nuas.

O viciado em pornografia sofre isolado, mas quem realmente colhe as conseqüências de seu pecado é sua família. Ainda que o homem consiga impedir seu hábito de se tornar uma obsessão, o tipo de homem que ele se torna é bem diferente do marido e pai ou filho que ele poderia ter sido. Ele tem dificuldade de se relacionar sentimentalmente com sua esposa. Além disso, ela não consegue competir com as mulheres de fantasia que parecem perfeitas e fazem qualquer coisa que ele exige. Não importa que ela se esforce, não importa que ela o ame e não importa até onde ela esteja disposta a ir para satisfazê-lo: nunca é o suficiente.

Em plena era da Internet, poucas igrejas estão preparadas para tratar do problema da pornografia fácil e instantânea e ajudar os homens. Raras vezes o assunto da pureza sexual ou da pornografia é mencionado do púlpito. Algumas igrejas estão confusas e não conseguem tomar uma posição firme diante da questão homossexual enquanto outras fazem de conta que não estão vendo os casos de adultério em seu meio. Que tipo de mensagem essa situação transmite para os jovens? Já que muitos não mais acreditam na degradação do pecado ou na realidade do céu e do inferno, o que poderia impedir um evangélico de gozar os prazeres da pornografia na Internet?

Podemos tentar tratar das feridas dos pecados sexuais, mas os traumas profundos das vítimas e dos viciados só poderão ser curados de uma forma: na alma, pelo Dr. Jesus Cristo.

É hora de enfrentar o problema com seriedade

Os homens cristãos foram chamados e escolhidos por Deus para abençoar suas famílias e comunidades. Eles são pastores e líderes leigos que têm a responsabilidade de liderar, amar, sustentar e proteger suas famílias e proclamar o Evangelho e discipular as pessoas. Eles são guerreiros, protetores e instrumentos de Deus na sociedade.

Entretanto, os homens cristãos estão sendo alvos de um atirador frio e calculista cujo único objetivo é aniquilar a alma dos homens. Esse inimigo conhece bem as fraquezas masculinas. Derrubar os homens cristãos é o jeito que ele encontrou para agredir as igrejas cristãs.

Por isso, precisamos adotar medidas contra seus ataques.

Homens, quando surge uma fantasia sexual, não podemos acompanhá-la. Se entregarmos a mente só um minuto, teremos mais dificuldades para vencer quando outras fantasias aparecerem. Se seu problema são as revistas, fique longe das bancas de jornais. Se é a Internet ou a TV por assinatura, desconecte-se. Se os catálogos de roupas femininas da sua esposa são uma tentação para você, converse com ela e peça-lhe que cancele sua assinatura. O que estou querendo dizer é que é preciso tomar a decisão de parar antes que se perca o controle. Faça como José: Fuja da tentação sexual (Gênesis 39:10-12). Se você sente que já está além de suas forças, há pessoas que podem ajudar.

Mulheres, é hora de despertar. Vocês precisam compreender as dificuldades que seus maridos e filhos têm para proteger a mente e mantê-la pura. Vocês precisam entender que cenas e imagens têm um impacto muito forte na mente masculina. Acima de tudo, vocês precisam ver que nós precisamos da ajuda de vocês.

Pais, não podemos nos dar ao luxo de subestimar o potencial do pecado. Vocês precisam treinar os filhos o mais cedo possível. Os meninos precisam receber instruções de como cuidar dos olhos e da mente. As meninas precisam entender que elas podem com muita facilidade se tornar o alvo da fantasia dos homens. Quando vocês rebaixam seus padrões e levantam a barra da saia delas, vocês ajudam a alimentar a imaginação e os impulsos de outros homens.

Igrejas, não subestimem o crescimento do pecado. Apesar disso, devemos ter atitudes de humildade e esperança, em vez de medo e crítica. É preciso ajudar os irmãos que estão enfrentando lutas. É preciso transmitir a segurança e a vitória de Cristo e acompanhar os irmãos que se sentem fracassados e atormentados. Há a necessidade de os irmãos criarem grupos ou amizades dentro da igreja, onde eles possam prestar contas e ser auxiliados.

Contudo, ao enfrentar o problema da pornografia, não deveríamos pensar que somos melhores do que os outros. Sabemos que a graça de Cristo é oferecida a todas as pessoas, até mesmo para quem está envolvido em perversões sexuais.

Que essa graça nos dê a capacidade de ver o pecado como pecado e poder para ministrar para os que estão sofrendo feridas na alma.

SINAIS DE ALERTA

" Ele usa termos vulgares quando se refere às mulheres ou ao sexo?
" Ele gosta de falar de sexo ou de suas fantasias sexuais?
" Ele gosta de assistir a filmes na TV que contêm sexo ou insinuações sexuais?
" Ele gosta de ficar acompanhando com os olhos as mulheres que ele observa?
" Ele gosta de piadas com conteúdo sexual?

Se um homem que você conhece exibe esses sinais, ele pode estar com algum problema de pornografia. Se for alguém da família, pode ser o momento de você procurar a ajuda de um conselheiro de confiança na igreja.

PASSOS PARA A RECUPERAÇÃO

Há esperança para quem quer ajuda.

1. O primeiro passo é você confessar que tem um problema. Sua determinação de parar com suas próprias forças não vai funcionar. Provavelmente, você já tentou muitas vezes antes. Você precisa conversar com alguém de confiança.

2. O passo seguinte é pedir a ajuda de alguém que é mais forte do que você. Sua própria força nunca é suficiente. Não importa os tipos de atividade sexual em que você esteve envolvido. Ainda que você tenha praticado pecados pervertidos, o Deus que criou você ama você profundamente. Ele demonstrou seu amor incondicional e perdão por nós enviando seu próprio Filho, Jesus Cristo, para ser castigado por todos os nossos pensamentos e ações repugnantes. Crer no poder curador do amor de Cristo é a maneira mais eficaz de vencer o sentimento de vergonha que você tem tido na sua vida.

3. Em seguida você deve lidar com a solidão em sua vida. A chave é procurar relacionamentos saudáveis. De modo especial, você precisa formar relacionamentos com homens a quem você possa prestar contas. Você precisará da ajuda de outros homens para deter sua atividade sexual errada. Grupos de apoio poderiam ser a solução para você. Você também vai precisar de apoio espiritual. Para você sentir ânimo em seu relacionamento com Deus você precisa fazer amizades com pessoas que têm os mesmo alvos espirituais que você.

4. Você também precisará trabalhar seu relacionamento com sua família e amigos íntimos. Amizade íntima com eles pode ser um desafio real para você. Levará tempo e talvez seja necessária a orientação de um bom conselheiro da igreja. Se você é casado, sua esposa pode estar precisando de tanta ajuda quanto você - para tratar do sofrimento causado pelo seu vício. Muitos homens que usam o sexo para lidar com mágoas sofreram traumas profundos no passado - talvez tenham sido abusados sexualmente ou abandonados.

5. Por último, você precisa saber controlar as mensagens sexuais ao seu redor. Você precisa de ajuda para saber reagir às constantes e enganadoras mensagens sobre a sexualidade que são tão comuns na sociedade - as insinuações sensuais dos programas de TV, os e-mails com convites sexuais, etc. Seu espírito ferido clama por paz e cura. Você precisa da ajuda de um conselheiro de confiança.


Julio Severo
é autor do livro O Movimento Homossexual (Editora Betânia) e
membro do Howard Center for Family, Religion & Society
www jesussite.com.br

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Caminho estreito é para poucos.


Ao penetrar na fase moderna dos acontecimentos mundiais, o crente se encontra com uma dupla ameaça às verdades bíblicas. Uma das ameaças vem de fora do ambiente da igreja, agindo através de correntes filosóficas seculares. Outra ameaça vem de dentro da própria Igreja, onde se verifica insatisfação de grande número de cristãos com relação aos enunciados da ortodoxia Cristã. A maioria das pessoas que professam o nome de Cristo, ou seja, aqueles que se dizem religiosos, tem se caracterizado nestes últimos tempos, pela fé na capacidade humana, e por um grande interesse pelos prazeres do mundo – o hedonismo. Muitos dos pensadores religiosos, tem se caracterizado somente pelos fundamentos éticos da religião. O modernismo teológico tem concorrido para que se aceite um conceito de Deus absolutamente destituído de atributos ou substância. Os crentes em geral defrontam-se com perplexidades de natureza teológica em todos os meios de comunicação aos quais se têm habituado. Santidade, está fora de moda, pois afinal de contas, estamos vivendo a era do prazer, aproveitar a vida é que é importante. O que importa é ser feliz, neste mundo pós-moderno onde se cultua o corpo, a vida, os amigos. Tudo se torna motivo de culto. As igrejas de um modo geral estão tão liberais que seus líderes permitem de tudo, afinal de contas o importante é ser feliz e ter o caixa da igreja suprido. Não se pregam mais sobre Santidade, sobre ética, sobre família e vida Cristã. São obreiros fraudulentos, que se omitem covardemente ao orientarem seus rebanhos nos caminhos da retidão da palavra de Deus. Não podemos nos esquecer que a Igreja é composta de todos aqueles que são verdadeiramente salvos. Paulo afirma: "Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela" (Ef 5.25). O plano de Deus para a Igreja é tão grande que ELE exaltou Cristo a uma posição de suprema autoridade por amor à igreja. Em (1 Jo 3.9) diz:" Uma vez nascidos de novo não podemos continuar pecando como um hábito ou como um padrão de vida. O Cristão é conhecido exatamente por ter uma vida diferente dos costumes do mundo. Uma vida oposta aos padrões deste sistema que tem como mentor o Anti-Cristo. Ser Cristão é ter atitudes de vida de piedade, misericórdia e santidade. O liberalismo exacerbado é prejudicial a nossa instituição "Igreja", é prejudicial aos jovens Cristãos e a família que constitui a base da igreja. Devemos estar alertas para não deixarmos que as práticas mundanas entrem em nossas igrejas. Por mais que queiram desprestigiar, a Igreja é Pura, Santa e é a noiva de Cristo.E a noiva de Cristo tem como marca o não se macular com os prazeres do mundo. Muito me admira saber que pessoas que se dizem a noiva de Cristo, a Igreja eleita para morar no céu, compartilhando com as mesmas obras que os ímpios praticam. Crentes que participam de roda de escarnecedores. Organizam e saem em blocos de carnaval, dizendo que é para evangelizar. Outros freqüentam até boate, que para disfarçar introduzem o nome "Gospel", que lindo! Boate Gospel, será que Deus é honrado nisso? Deus não se deixa corromper pois ELE é Santo. É o homem que tem que entrar nos padrões de Deus, e não ELE, se adequar à vontade do homem. A Igreja custou o sangue de UM inocente, a saber, Cristo derramou seu sangue precioso para pagar o preço da nossa salvação. Fomos gerados no monte chamado caveira ou gólgota. Cristo para gerar a igreja teve dores de parto, foi pregado numa cruz. E tem gente que se dizendo Cristãos(mas de Cristãos não tem nada) zombam do sacrifício salvífico de nosso Senhor Jesus Cristo. Freqüentam igrejas, usam o nome de Deus, mas com as suas obras, negam tudo aquilo que Cristo nos ensinou. Pois vivem uma vida desregrada, sem padrões Cristãos. Os salvos não precisam de boates gospel para satisfazer suas almas, pois Cristo é nossa alegria. Esta é uma desculpa para quem nunca se converteu de verdade e fica usando destas artimanhas para justificar suas concupiscências. Como verdadeiros Cristãos, devemos ser exemplo para os infiéis, devemos ser luz neste mundo, para que todos vejam Cristo em nossas atitudes, em nossas vidas. Em (ICo 3.16) diz: "Não sabeis vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?. Aquele que é templo de Deus e morada do Espírito Santo, não tem prazer nas coisas deste mundo, muito menos em rodas de escarnecedores, em boates gospel ou bloco carnavalesco evangélico. Tudo isso é obra escarnecedora de quem não é,e nunca foi templo de Deus. Os salvos tem prazer em estar na casa do Senhor, em meditar na sua palavra, em ter comunhão santa e honesta com os irmãos que compartilham da mesma fé. A Igreja tem que ser diferente do mundo, nossas práticas tem que mostrar a diferença. Devemos exalar o bom cheiro de Cristo, e não o cheiro do pecado e do mundo, pois este cheiro das obras deste mundo Deus abomina. Nós honramos ao Senhor com nossa obediência à sua palavra e uma vida cheia do Espírito Santo, Façamos como Daniel na Babilônia, não precisamos comer na mesa do rei (deste mundo), mas devemos comer dos banquetes que Deus preparou para sua Igreja.